Cada revelação nova é a continuação da antiga. O estudo de determinados acontecimentos, das invenções e descobertas insólitas, das tradições e, sobretudo, talvez, dos ensinamentos científicos dados nas escolas de iniciação, não permite duvidar-se de que, num passado desconhecido, tudo aquilo que conhecemos já tenha sido experimentado.
No seu livro “O Segredo de Hipócrates”, o sensato Anaxágoras diz a Hipócrates de Cós, herdeiro de Esculápio:
“Pois tudo é infinito e eterno, até a matéria, visto que por ela e nela são engendrados inúmeros mundos, coexistentes e sucessivos no espaço e no Tempo.
O conjunto da natureza não só é infinito como tudo o que o compõe é infinito em números e em dimensões.
É preciso que saibas, ó Hipócrates, que tudo está em tudo e a separação absoluta é de todo impossível, pois que existe em tudo uma parte de tudo.
Nada nasce ou desaparece; há apenas misturas e separações entre as coisas que existem, ou se preferem, para melhor compreenderes o meu silogismo, são apenas deslocações de substâncias particulares que produzem as transformações aparentes; a quantidade de cada elemento é incalculável e permanecerá para sempre no mundo, igual a si mesma”.
