O pensamento faz a grandeza do homem, expressa por suas realizações pretéritas, e se faz presente revelando a identidade e o perfil do cidadão que procura emprestar seu esforço para o bem da sociedade.
O passado do verdadeiro Maçom, mais do que um testemunho dos feitos do homem, trata-se da expressão de um ideário. A seqüência das mensagens, pinçadas do relógio do tempo, revela uma trajetória profissional enriquecida por missões diferentes, cada uma a explicar um ciclo de trabalho a serviço de causas que são recorrentes da vida nas Lojas maçônicas: a Pátria e a Cidadania, a Justiça e o Direito, a Liberdade e a Democracia.
Entre os fios que unem a tessitura do pensamento maçônico, a coerência é um dos mais fortes. Ao correr das homenagens expostas, nas homenagens, orações, saudações e artigos, a biografia se acha larga e monocromática na defesa do pensamento democrático.
Como convém às lides maçônicas, na defesa da tessitura social, a lâmina da acusação fere, com propriedade e destemor, jamais sem educação, o tecido roto das instituições, a couraça encorpada e quase impermeável de uma cultura endemicamente corrupta que tolhe o sistema político e a administração pública impedindo seus avanços no caminho da modernização.
O fio da amizade também costura passagens da vida, a demonstrar que a generosidade é um dos esteios da grandeza humana. Nesse sentido, este trabalho não deixa de ser um hino à magnanimidade: “A amizade mais sólida é aquela entre os iguais”, escreveu Cúrcio Rufo, há quase dois mil anos. O reconhecimento à valores inerentes à civilidade humana, como a dignidade, a respeitabilidade, a proficiência no desempenho do cargo, a honestidade, o zelo, o cumprimento do dever, o respeito à ordem e à justiça, entre outros, emoldura a galeria de amizades sólidas construídas ao longo da vida, dentro das quais as figuras proeminentes, na posse ou na despedida de seus cargos, recebam as devidas homenagens.
