Um dos mais eminentes pensadores espanhóis do século XX foi José Maria Escrivá de Balaguére, em que pese sua ojeriza pela Maçonaria. Sua maneira de pensar, para todo o mundo, sempre foi um sinaleiro de caminhos retos. Em um de seus pensamentos, sugere:
“590. Não queiras ser como aquele cata-vento dourado do grande edifício; por muito que brilhe e por mais alto que esteja, não conta para a solidez da obra.
- Oxalá sejas como um velho silhar oculto nos alicerces, debaixo da terra, onde ninguém te veja; por ti não desabará a casa”.(Caminho).
Silhar é uma pedra lavrada e em quadrado que serve para assentar em paredes ou em edifícios de silharia.
Chama-se “Obra de silharia”, a que é forrada por fora da obra de canto, e cheia por dentro de pedra e cal. É também, o apoio ou base do cortiço de abelhas.
O simbolismo maçônico da pedra foi elaborado sobre as idéias arquiteturais dos maçons operativos, por isso que, em Maçonaria, “Pedra bruta é o símbolo do homem corruptível, enquanto “Pedra cúbica” é o símbolo do bem e da verdade.
Obreiro da Grande Obra, o adepto tem por meta transmutar a “pedra bruta” em uma dessas “pedras vivas” com as quais o Iniciado levanta Templos, e a respeito da qual, menciona o Cap. II da Epístola I de Pedro.
Ocorreu-nos evocar aqui, a lembrança dos velhos silhares, das “pedras vivas” que sustentam os alicerces da “Virtude e Bondade” no. 146, desde aquele longínquo 1o. de março de 1862.
